Meus pés tocam a relva orvalhada
E congelam a Saudade
Numa insuportável letargia
Estanca meu pranto ao estancar meu coração
O Tempo do Paraíso e da Perfeição
Colorido e quente no axioma do amor
Como duas fontes de Luz
Que repousando na relva desejam o eterno.
Mas na face da realidade
O único brilho desse olhar
Revela o futuro e a esperança.
Quando proteger tornou-se tão cruel?
Que rasga minh'alma e deixa mudo
Inerte e ao bel-prazer da Solidão.
segunda-feira, agosto 10, 2015
Luz no Fim do Tunel
Pisar as Nuvens
Sem o poder do sonhador
É pisar na calda do abismo
Fechar-se ao brilho do Sol
Secar todas os sorrisos
Adentrar no Mundo Inferior cabisbaixo.
Rende-me-ei ao convite dos teus olhos
Seus braços sempre prontos
sublevam minh'alma em teu Farol
Sublime recompensa aos perdidos
fonte inesgotável das Vontades, a Paixão!
Faz durar em mim o inexorável Amor.
Sem o poder do sonhador
É pisar na calda do abismo
Fechar-se ao brilho do Sol
Secar todas os sorrisos
Adentrar no Mundo Inferior cabisbaixo.
Rende-me-ei ao convite dos teus olhos
Seus braços sempre prontos
sublevam minh'alma em teu Farol
Sublime recompensa aos perdidos
fonte inesgotável das Vontades, a Paixão!
Faz durar em mim o inexorável Amor.
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Amores e Porradas
Vou triturar você no Moinho de Cartola
Ou no caleidoscópio paranoico
Deixando a dor expandir
Até dilacerar a vontade do mundo representado.
As lembranças, gestos e odores
Devorados pelo ostracismo
E tudo que poderia acontecer no alvorecer do Sol radiante
Diluído em lágrimas platônicas.
Chronos está sedento por almas pequenas e tristes
Como a Solidão da natureza morta
Que perfuma a memória.
Que teimosamente materializa sua presença
Na imanência enfática do impossível
E na resistência revolucionária dos seus lábios vermelhos.
Ou no caleidoscópio paranoico
Deixando a dor expandir
Até dilacerar a vontade do mundo representado.
As lembranças, gestos e odores
Devorados pelo ostracismo
E tudo que poderia acontecer no alvorecer do Sol radiante
Diluído em lágrimas platônicas.
Chronos está sedento por almas pequenas e tristes
Como a Solidão da natureza morta
Que perfuma a memória.
Que teimosamente materializa sua presença
Na imanência enfática do impossível
E na resistência revolucionária dos seus lábios vermelhos.
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15/01/2015. Wedson Barros da Costa
Primavera Noturna
I Infernal
O Capim de labareda floresce no cucuruco de Hades
O Ódio curva a alma do anátema
O Medo fecha todas as Janelas do Alvorecer
E o perfume de enxofre entorpece os gritos de agonia.
O Ódio curva a alma do anátema
O Medo fecha todas as Janelas do Alvorecer
E o perfume de enxofre entorpece os gritos de agonia.
Mito teogônico anunciado pelo Oráculo
Feito uma estatua, tem seus membros atenazados
Nas Lágrimas de chumbo quente e derretido dos Inocentes
E, pela irônia da sua natureza, retomar-se-a taumaturgamente.
Feito uma estatua, tem seus membros atenazados
Nas Lágrimas de chumbo quente e derretido dos Inocentes
E, pela irônia da sua natureza, retomar-se-a taumaturgamente.
A Esperança desnuda é uma vadia embriagada
Consumida na Pandora pelas Pestes
Do anoitecer ao amanhecer.
Consumida na Pandora pelas Pestes
Do anoitecer ao amanhecer.
Só a Luz da epifania geniosa
Sublevar-se-á as Rosas e o gira-sol
Do sarcasmo do Desdém a da Letargia.
Sublevar-se-á as Rosas e o gira-sol
Do sarcasmo do Desdém a da Letargia.
II (Insano)
Ontologia das Flores-do-Mal
O Profano bebe na fonte do Sagrado a astúcia dos Iluminados
E a Cocanha é a rota dos séquitos dionisíacos
No Vale fértil do Eterno.
O Profano bebe na fonte do Sagrado a astúcia dos Iluminados
E a Cocanha é a rota dos séquitos dionisíacos
No Vale fértil do Eterno.
A arqueologia da loucura revelar-me-á
O Sol quente dos prazeres e,
Os Vasos de vinhos infinitos e Diletantes
Onde sorvo o doce néctar da Luxuria...
O Sol quente dos prazeres e,
Os Vasos de vinhos infinitos e Diletantes
Onde sorvo o doce néctar da Luxuria...
Na silhueta das conchas, arquitetura do Belo
Vou morrer e renascer aos gritos da Ninfas
Fardo de todas as noites de luar.
Vou morrer e renascer aos gritos da Ninfas
Fardo de todas as noites de luar.
E na recusa da cosmologia dos Tolos
Vou tecer o Discurso dos Eloquentes
Num auditória de Surdo-Mudo.
Vou tecer o Discurso dos Eloquentes
Num auditória de Surdo-Mudo.
III (Eloquência)
A Calmaria da águas
Expurga o naufrago na realidade dos Nexos
Entre a Escuridão e o Delirante beijo de Aphrodite
O Plexos finca o tronco na Razão.
Expurga o naufrago na realidade dos Nexos
Entre a Escuridão e o Delirante beijo de Aphrodite
O Plexos finca o tronco na Razão.
O Silêncio consumiu minha Boca e meus Ouvidos
Cada passo é como Atlas
Cada signo uma sentença na Ordem do Discurso
Ainda assim, penso no veludo das Rosas e na Luz do gira-Sol.
Cada passo é como Atlas
Cada signo uma sentença na Ordem do Discurso
Ainda assim, penso no veludo das Rosas e na Luz do gira-Sol.
Quem dera a Quimera pudesse a Utopia
Uma Estrada no horizonte do Absoluto
O Vento transportar-me ia sublimemente.
Uma Estrada no horizonte do Absoluto
O Vento transportar-me ia sublimemente.
Amanhã é a promessa mais doce
em plena exposição na Vitrine do Presente
O elixir quiromante na dose da vontade Humana.
em plena exposição na Vitrine do Presente
O elixir quiromante na dose da vontade Humana.
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01/04/2013 Wedson Barros da Costa
quarta-feira, maio 01, 2013
Vertigem
Vertigem
O céu espelha
O mais profundo e
Escuro desejo
Flertando o desconhecido
Segredo dos seus olhos
como a imensidão do mar
Náuseas estampam
O rubor em minha face
Sublevando-me ao abstrato
Na qual só sua voz
Dar-me-á o solo fértil
dos seus sublimes beijos
E o chão do paraíso
Pondo meus pés no firmamento.
O céu espelha
O mais profundo e
Escuro desejo
Flertando o desconhecido
Segredo dos seus olhos
como a imensidão do mar
Náuseas estampam
O rubor em minha face
Sublevando-me ao abstrato
Na qual só sua voz
Dar-me-á o solo fértil
dos seus sublimes beijos
E o chão do paraíso
Pondo meus pés no firmamento.
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01/04/2013 Wedson Barros da Costa
quinta-feira, janeiro 12, 2012
As Ordenações Manuelinas
I
Vou singrar pelos verdes olhos do mar
Seguindo o aroma do porvir no desejo inefável
Que sopra a velas e enche o coração de coragem
Para missão de conquistar reino já sublime
E quando em terra firme chegar
Semear-lhe-ei árvores no quintal
De raizes profundas e tronco forte
Com semente do bem-querer!
Sorver o vinho tinto no ocaso bucólico
Das rubras paisagens lusitanas
E embriagar-me-ei em teu oasis...
E render-me-ei as ordenanças reais
Que impera na vastidão das vontades
O laço dos lábios que une o ibéro e o latino...
II
Da dita terra velha e paterna
Quero a fragância jovem e fresca
Que na concova inverte as estações
E os sentidos da razão e dos ventos marítimos
Quero colher os frutos da árvore
Caídos na neve do seu quintal
E vislumbrar o alvorecer do sol
Aquecer a Era Manuelina da sua varanda...
Me perder em teu colo quente
Na aposta do destino inexorável
Na qual a sorte reservar-me-á um ás de vantagem!
E, destarte, brindar-nos-emos aos nexos inexplicáveis
Na colisão dos sentimentos
Na rota do acaso o passaporte para o absoluto!
terça-feira, dezembro 27, 2011
Para os tolos
A dádiva
Para os alquimistas, ouro!
Para os mortais, vida eterna!
Para os amantes, alma gêmea!
Para Narciso, espelho d'água
Que reflete o céu nos olhos, desejo!
Para os tolos, a crença...
O labirinto mais escuro e complexo
Cuja saída não tem nexo discutível
Nem a luz da Razão, nem vaga-lume traça o caminho...
Essa é a oferta para os ágrafos e bárbaros
A Fé, cega! Sacrifício!
A Morte só separa o individual do coletivo
Na teleologia, quem conta a vida é o Trabalho!
Quantos gritos agonizam nos muros...
papeis, joelhos, promessas, velas...
Já naufragaram nesse mar sem fundo!
Para o Agora? Tempo!
Pois Zeus já saciou a fome titânica
E o fogo já caiu e inflamou a dúvida...
Já aqueceu a sopa Primordial,
Já derreteu o aço-ouro da guerra,
Já deu vida a História
E, por fim, Já quebrou o Espelho!
Para os alquimistas, ouro!
Para os mortais, vida eterna!
Para os amantes, alma gêmea!
Para Narciso, espelho d'água
Que reflete o céu nos olhos, desejo!
Para os tolos, a crença...
O labirinto mais escuro e complexo
Cuja saída não tem nexo discutível
Nem a luz da Razão, nem vaga-lume traça o caminho...
Essa é a oferta para os ágrafos e bárbaros
A Fé, cega! Sacrifício!
A Morte só separa o individual do coletivo
Na teleologia, quem conta a vida é o Trabalho!
Quantos gritos agonizam nos muros...
papeis, joelhos, promessas, velas...
Já naufragaram nesse mar sem fundo!
Para o Agora? Tempo!
Pois Zeus já saciou a fome titânica
E o fogo já caiu e inflamou a dúvida...
Já aqueceu a sopa Primordial,
Já derreteu o aço-ouro da guerra,
Já deu vida a História
E, por fim, Já quebrou o Espelho!
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Olho D'água
Eu quero o seu mais profundo brilho
Do olhar cristalizado nas gotas lacrimais
Que revelam o inefável gosto...
...Soluço e agonia, voz fraca e grito roco!
Que na queda do abismo é incolor e sem prisma
Pois não luz da razão para o efeito colorido
Que dá quando a gente se vê de frente...
Sem teto, chão ou parede!
Só o ar movimentando o corpo líquido
Até ser desfazer no infinito astral...
Como um espelho que aprisiona no vício do belo
O frágil Narciso na dádiva do espiral
Que gira e entorpece os sentidos chave
De uma nova substância que nos livre dessa órbita.
Então, estará contido no rubor das vibrantes provocações
Amoral e atemporal do sorriso como o prenúncio do sol
O calor das intenções do porvir!
Do olhar cristalizado nas gotas lacrimais
Que revelam o inefável gosto...
...Soluço e agonia, voz fraca e grito roco!
Que na queda do abismo é incolor e sem prisma
Pois não luz da razão para o efeito colorido
Que dá quando a gente se vê de frente...
Sem teto, chão ou parede!
Só o ar movimentando o corpo líquido
Até ser desfazer no infinito astral...
Como um espelho que aprisiona no vício do belo
O frágil Narciso na dádiva do espiral
Que gira e entorpece os sentidos chave
De uma nova substância que nos livre dessa órbita.
Então, estará contido no rubor das vibrantes provocações
Amoral e atemporal do sorriso como o prenúncio do sol
O calor das intenções do porvir!
quarta-feira, outubro 26, 2011
Sem!
I
O tato do olhar
Sente o arrepio do rubor
Face o amplexo ao fundamento vital
Sofrer por escolha, absurdo!
Que tese sofismável
Traduziu o sabor doce da paixão
Em grosso amargo
Da qual a vida tem destino inexorável...
A vontade despotencializada
Vilipendiando dois corações
Maduros e prontos para se transformarem
Na complexidade inteligível
Do amor, da essência instintiva...
Que nos conduz a singular rota do absoluto!
II
Esse valor sublime
Que transpassa os muros altos e densos
Da moral, e, que alimenta
Sonhos dentro de sonhos...
Sem perder o chão da realidade
Sem profanar o sagrado
Sem o equivoco do bel-prazer
Do egoismo.
Mais, caminhar entre o céu e a terra
Produzindo uma atmosfera
Cujo os elementos axiomáticos
Expliquem a origem
Dos encontros e desencontros
Da súbita paixão!
O tato do olhar
Sente o arrepio do rubor
Face o amplexo ao fundamento vital
Sofrer por escolha, absurdo!
Que tese sofismável
Traduziu o sabor doce da paixão
Em grosso amargo
Da qual a vida tem destino inexorável...
A vontade despotencializada
Vilipendiando dois corações
Maduros e prontos para se transformarem
Na complexidade inteligível
Do amor, da essência instintiva...
Que nos conduz a singular rota do absoluto!
II
Esse valor sublime
Que transpassa os muros altos e densos
Da moral, e, que alimenta
Sonhos dentro de sonhos...
Sem perder o chão da realidade
Sem profanar o sagrado
Sem o equivoco do bel-prazer
Do egoismo.
Mais, caminhar entre o céu e a terra
Produzindo uma atmosfera
Cujo os elementos axiomáticos
Expliquem a origem
Dos encontros e desencontros
Da súbita paixão!
quinta-feira, agosto 11, 2011
As Nuvens Não São De Chuva
O céu está cinza e vazio
De qualquer coisa que possa me interessar...
O chão está assentado na solidão
Mórbida, platéia sem esperança...
Quem revoluciona o brilho laminoso e sarcástico
Da desmaterialização do ser natural...
Nu da idiossincrasia metafísica
Ausência revelada
Sua face sem face não emite e nem capta
A etimológica do cosmo...
.
Pronto! Eclodiu a força real da noosfera
Estamos suspensos no ar...
O novo big bang virtual
É mais concreto que os voodus e inteligível
Que o céu espelhado no mar
quarta-feira, agosto 10, 2011
Cheia de graça e luz
Teus olhos como um amplexo
Cristalizando o rubro horizonte
E indagando a ataraxia dos ventos
Na provável arte de viver os nexos...
A magia sublime do sopro no barro
Fez-se a luz que anunciou a gênese
Que emana de teus verdes olhos
Os axiomas para abrir os mundos...
É na vontade como representação
Que sua imagem se distingue na multidão
Como uma rosa vermelha na aridez do sertão
Essa trilha de sentidos
Que ainda há muito por percorrer
Tens a “graça” e a “juventude” sempre para ofercer!
terça-feira, julho 12, 2011
O Tempo está na sala de jantar
O Tempo Janta silencioso
A natureza das coisas e o imaginário humano,
Numa paciência cósmica
Tritura a teleologia Kantiana como num sopro de segundo...
Na Razão Pura dos fatos, o Fato...
Esse é o axioma inefável
Que equaciona o silogismo do pensar e existir
Num plano místico que nos ataraxia na quimera dos magos.
E se me cubro com a noite eterna, suicídio...
Não conquisto a vitória na epifania da promessa
Só me entrego ao desagradável beijo da morte, escopo de toda Natureza.
E na tautologia do “pó ao pó” como cosmogonia
Quero a inversão e recuso os sofismas das teorias mágicas
Vou Ser o canibal do Tempo.
II
E nesse festim antropofágico
Sobre a jangada da medusa
Onde tudo e todos se confundem numa orgia
Não sei se devoro a perna do Tempo ou a minha própria...
E nesse vicio de perverter a Natureza, Política...
A frágil verdade é vilipendiada
Pelo despotismo teistas que se fixam
Em versos sublimes e prosas mágico-ideológicas.
Os filhos dessa bola de neve dialética
Estão entre a luz e as trevas
Na beira da caverna tomando overdoses de proposições.
Enquanto isso, na sala de espera,
O tempo ascende seu longo charuto
E se deleita com a ironia dos aforismos nischtianos.
A natureza das coisas e o imaginário humano,
Numa paciência cósmica
Tritura a teleologia Kantiana como num sopro de segundo...
Na Razão Pura dos fatos, o Fato...
Esse é o axioma inefável
Que equaciona o silogismo do pensar e existir
Num plano místico que nos ataraxia na quimera dos magos.
E se me cubro com a noite eterna, suicídio...
Não conquisto a vitória na epifania da promessa
Só me entrego ao desagradável beijo da morte, escopo de toda Natureza.
E na tautologia do “pó ao pó” como cosmogonia
Quero a inversão e recuso os sofismas das teorias mágicas
Vou Ser o canibal do Tempo.
II
E nesse festim antropofágico
Sobre a jangada da medusa
Onde tudo e todos se confundem numa orgia
Não sei se devoro a perna do Tempo ou a minha própria...
E nesse vicio de perverter a Natureza, Política...
A frágil verdade é vilipendiada
Pelo despotismo teistas que se fixam
Em versos sublimes e prosas mágico-ideológicas.
Os filhos dessa bola de neve dialética
Estão entre a luz e as trevas
Na beira da caverna tomando overdoses de proposições.
Enquanto isso, na sala de espera,
O tempo ascende seu longo charuto
E se deleita com a ironia dos aforismos nischtianos.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Cinzas
Caminhando pelo vapor taciturno da solidão
Recobro-me duma época anterior
Autóctone da geografia dos livres amores
E oportunidades que beiravam a loucura.
Ah! Consumir persuasivamente a atenção singular
De um cristal em pedra bruta, vontade
Que se movimenta tanto como a luz
Prisma confuso de segmentos sentimentais.
O agora é tudo que eu tinha...
E senta-se como poeira após vento...
Vento feito Saci-Perêrê ou de natureza estranha.
Quimera do arco-íris... Baú de ouro!
Ou os restos da caixa de Pandora, como
Respostas para os tolos diálogos da microfísica do amor.
Recobro-me duma época anterior
Autóctone da geografia dos livres amores
E oportunidades que beiravam a loucura.
Ah! Consumir persuasivamente a atenção singular
De um cristal em pedra bruta, vontade
Que se movimenta tanto como a luz
Prisma confuso de segmentos sentimentais.
O agora é tudo que eu tinha...
E senta-se como poeira após vento...
Vento feito Saci-Perêrê ou de natureza estranha.
Quimera do arco-íris... Baú de ouro!
Ou os restos da caixa de Pandora, como
Respostas para os tolos diálogos da microfísica do amor.
domingo, dezembro 26, 2010
Pedra-padrão
O vento traz os uivos
Que anunciam a fragrância obscura
O som rancoroso domina o ambiente
No salivar estúpido das memórias póstumas.
O beijo da morte
Não eterniza minha alma condenada
Só me arrasta acorrentado na traseira da desilusão
A estática infernal dos infelizes.
Onde os restos repousam
Que não possa nascer nem daninha
Nem um oásis de rosas vermelhas.
Que se coloque uma pedra-padrão
Para os novos sentidos que passarem
Não vejam mais do que uma pedra inútil.
Que anunciam a fragrância obscura
O som rancoroso domina o ambiente
No salivar estúpido das memórias póstumas.
O beijo da morte
Não eterniza minha alma condenada
Só me arrasta acorrentado na traseira da desilusão
A estática infernal dos infelizes.
Onde os restos repousam
Que não possa nascer nem daninha
Nem um oásis de rosas vermelhas.
Que se coloque uma pedra-padrão
Para os novos sentidos que passarem
Não vejam mais do que uma pedra inútil.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Terra Sagrada
Ah! Terra sagrada
Entumecida pelo tempo dos homens
Que rasgan sua pele desnuda
Com o trabalho de escrupulos duvidosos.
Sangras no virtuoso mar
A fúria nauseante do braços incansáveis
apaixonados e igênuos
Dos que falecem nas pernas umidas dos caminhos estreitos.
Talves o gozo extorquido ou pago
Pelos mariscos, frutas e petiscos
Possam abrandar a noite eterna.
Ou, quem sabe
Ser devorada meticulosamente
Pelos lobos de uma nova era.
Entumecida pelo tempo dos homens
Que rasgan sua pele desnuda
Com o trabalho de escrupulos duvidosos.
Sangras no virtuoso mar
A fúria nauseante do braços incansáveis
apaixonados e igênuos
Dos que falecem nas pernas umidas dos caminhos estreitos.
Talves o gozo extorquido ou pago
Pelos mariscos, frutas e petiscos
Possam abrandar a noite eterna.
Ou, quem sabe
Ser devorada meticulosamente
Pelos lobos de uma nova era.
Renascido
Por Zeus! como uma epifania
Renascido entre o antrax e a neblina densa
Contorcendo-se na folha da relva
O forte amplexo da quimera germinante.
É no pensar de Disign Inteligente
Que encontro luz e solo fértil, onde
A causa, a forma, o barro, a liberdade...
Dão cor e voz, razão e fragância da vida.
É na loucura do acaso dionisíaco
Onde sorvo o vinho eo éter
E seco as lágrimas da incerteza.
E, por último, irresistível
É no beijo da beleza roubada
Que teço o rubor da minha face delirante.
Renascido entre o antrax e a neblina densa
Contorcendo-se na folha da relva
O forte amplexo da quimera germinante.
É no pensar de Disign Inteligente
Que encontro luz e solo fértil, onde
A causa, a forma, o barro, a liberdade...
Dão cor e voz, razão e fragância da vida.
É na loucura do acaso dionisíaco
Onde sorvo o vinho eo éter
E seco as lágrimas da incerteza.
E, por último, irresistível
É no beijo da beleza roubada
Que teço o rubor da minha face delirante.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Destino dos moribundos
I
Vamos celebrar
As noites que jamais terão o vapor do amanhecer
Com o elixir da seiva das Flores do Mal
Ou com as lágrimas derramadas para os que partiram sem retorno.
Aceitar o convite encantador de Hades
Para apreciar as raizes
Dos botões de rubi plantadas pelo Arquiteto
Sarcasmo criado para os desiludidos.
Enquanto a carne se miscigena
Ao enxofre e a terra
Com uma irresistibilidade inexorável.
Sem perder o ritimo
Vamos degustar o sobrenatural açúcar das memórias
Não vividas pelo Defunto Autor.
II
E é com imensa sorte
Que festejo o banquete carnívoro
Dos vermes que se regogizam
Com a putrefates dos sonhos...
... E desejos que ainda circulam
No labirinto venoso de um moribundo
Vítima do sublime acaso
Na mais remota solidão do amor.
Ter as entranhas devoradas como Prometeu
Desse castigo eterno tenho o pedão de Chronos
E dos deuses que me inventaram efêmero.
Condenado a me apaixonar inúmeras vezes
Como Sisifo a rolar uma pedra montanha acima
Dádiva da natureza humana.
Vamos celebrar
As noites que jamais terão o vapor do amanhecer
Com o elixir da seiva das Flores do Mal
Ou com as lágrimas derramadas para os que partiram sem retorno.
Aceitar o convite encantador de Hades
Para apreciar as raizes
Dos botões de rubi plantadas pelo Arquiteto
Sarcasmo criado para os desiludidos.
Enquanto a carne se miscigena
Ao enxofre e a terra
Com uma irresistibilidade inexorável.
Sem perder o ritimo
Vamos degustar o sobrenatural açúcar das memórias
Não vividas pelo Defunto Autor.
II
E é com imensa sorte
Que festejo o banquete carnívoro
Dos vermes que se regogizam
Com a putrefates dos sonhos...
... E desejos que ainda circulam
No labirinto venoso de um moribundo
Vítima do sublime acaso
Na mais remota solidão do amor.
Ter as entranhas devoradas como Prometeu
Desse castigo eterno tenho o pedão de Chronos
E dos deuses que me inventaram efêmero.
Condenado a me apaixonar inúmeras vezes
Como Sisifo a rolar uma pedra montanha acima
Dádiva da natureza humana.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Sol da meia-noite
Sinto que vou mergulhar num copo de uisque
Naquelas noites em que o pensamento brilha intenso
apagar a luz do quarto não põe em xeque os olhos abertos
até o silêncio incomoda minha existência estúpida.
Os fantasmas da psique
Vem me cobrar a noite o valor incomensurável
Do caos produzido pelos sinais secretos e becos arquétipos
Como o truque do espelho que dopou Narciso.
Clamo demasiadamente por uma fadiga barbitúrica
Ou uma sáliva narcótica
Que me absolva do castigo de ser humano
E, ainda, me conceda uma brisa suave
Como um oasis no Saara
Ou uma simples noite escura no inverno da escandinávia.
Naquelas noites em que o pensamento brilha intenso
apagar a luz do quarto não põe em xeque os olhos abertos
até o silêncio incomoda minha existência estúpida.
Os fantasmas da psique
Vem me cobrar a noite o valor incomensurável
Do caos produzido pelos sinais secretos e becos arquétipos
Como o truque do espelho que dopou Narciso.
Clamo demasiadamente por uma fadiga barbitúrica
Ou uma sáliva narcótica
Que me absolva do castigo de ser humano
E, ainda, me conceda uma brisa suave
Como um oasis no Saara
Ou uma simples noite escura no inverno da escandinávia.
sábado, setembro 18, 2010
Amor demi-sec
Cairam as taças... O vinho tingiu o chão
Minha alma, meu calor
Minha vontade de amar
Tão confuso e espalhados como os cacos.
Meu pensar contém
Seu corpo, seu bouque
Perfume frutado e doce,
sua pele nua e quente.
Mas tudo
contido no passado recente
Sorverá no vaso-desejo
O retorno do improvável beijo... O incomensurável paladar!
Minha alma, meu calor
Minha vontade de amar
Tão confuso e espalhados como os cacos.
Meu pensar contém
Seu corpo, seu bouque
Perfume frutado e doce,
sua pele nua e quente.
Mas tudo
contido no passado recente
Sorverá no vaso-desejo
O retorno do improvável beijo... O incomensurável paladar!
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Naufrago
I
Na solidão imensa do mar
Flutuo nos cristais de sal e plactons
Inerte pelas tempestades atlânticas
Navego ao acaso das ondas que me levam para lugar nenhum
O sol na alvorada
Vem me aquecer e iluminar o rota em cabotagem
Sigo a silueta sedutora da América
Entorpecido pelas nuvens e os ventos
Que me pertubam o sexo, o nexo...
Abraçado as cordas luminosas do farol
Que guiar-me-á para terra firme, enfim
Onde as nauseas da insegurança
Curar-se-ão com as curvas profanas de "gaia"
II
É sempre tarde
Ou é sempre cedo na aurora germinante das paixões
As emoções na aspiral do tempo
Brotam como as flores...
Vou roçando esse pelume floral
Com minhas mãos, com meus dedos
O contorno axiomático das entranhas sedentas da terra
Onde sorvo o amplexo caloroso e fecundante
Ainda soluço
A ambiguidade do passado
Como uma cicatriz
E na quimera do devir
Me entrego as evidências sentimentais
Sem medo, além do bem e do mal.
Na solidão imensa do mar
Flutuo nos cristais de sal e plactons
Inerte pelas tempestades atlânticas
Navego ao acaso das ondas que me levam para lugar nenhum
O sol na alvorada
Vem me aquecer e iluminar o rota em cabotagem
Sigo a silueta sedutora da América
Entorpecido pelas nuvens e os ventos
Que me pertubam o sexo, o nexo...
Abraçado as cordas luminosas do farol
Que guiar-me-á para terra firme, enfim
Onde as nauseas da insegurança
Curar-se-ão com as curvas profanas de "gaia"
II
É sempre tarde
Ou é sempre cedo na aurora germinante das paixões
As emoções na aspiral do tempo
Brotam como as flores...
Vou roçando esse pelume floral
Com minhas mãos, com meus dedos
O contorno axiomático das entranhas sedentas da terra
Onde sorvo o amplexo caloroso e fecundante
Ainda soluço
A ambiguidade do passado
Como uma cicatriz
E na quimera do devir
Me entrego as evidências sentimentais
Sem medo, além do bem e do mal.
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