A alma é a memória não revelada
É o peso da escuridão que se dissolve na morte
Iluminada num grande quebra-cabeças de vozes e gestos
Num labirinto íntimo sobre o Defunto.
Ainda assim nunca será inteiro
Sempre e, de fato, um espanto enrugar-se-á a testa
Ao traduzir um momento revelado e turvo
Nos vivos lábios apolítico de um contador de anedotas.
Que fumaça ou vapor espectral anunciará
Minha alma tão material quanto meu corpo
Como a trama do tear, fio a fio de um tecido.
Nesse universo criacionista onde a verdade é o distorcido
A memória levita taumaturgo no tempo
E a alma é a chave do enigma multiverso.
sábado, janeiro 30, 2016
sábado, janeiro 16, 2016
O Amor não é Crime
Quão profundo é o abismo da verdade?
Ou o peso da mente na sola dos passos?
Aquele olhar que paira na escuridão, absoluto!
Procurando a ponte luminosa entre nossos olhares.
Redenção dos crimes que não prescrevem
Tomei seu coração, seus lábios vermelhos
O elegante designe do seu corpo
Retive me em seu abraço singular.
E como asas, seu beijo!
Lutou contra a gravidade
Me fez flutuar para o brilho do desejo.
E como um caminho, terra firme?
Sua pele me aqueceu de certezas tão profundas
Que não restou dúvidas do nosso amor.
Ou o peso da mente na sola dos passos?
Aquele olhar que paira na escuridão, absoluto!
Procurando a ponte luminosa entre nossos olhares.
Redenção dos crimes que não prescrevem
Tomei seu coração, seus lábios vermelhos
O elegante designe do seu corpo
Retive me em seu abraço singular.
E como asas, seu beijo!
Lutou contra a gravidade
Me fez flutuar para o brilho do desejo.
E como um caminho, terra firme?
Sua pele me aqueceu de certezas tão profundas
Que não restou dúvidas do nosso amor.
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17/01/2016 Wedson Barros da Costa
Desculpe Me
Seu grito, Fúria! Como um Anjo
Casto no mundo de pétalas negras e ásperas
Como lobos enfurecidos educando
A fome de nexos numa lata de lixo.
Num cosmo tecido de escuridão
As estrelas não guiam cegos
Não desamarram almas infelizes
Não germina mais do que becos e buracos para agrafos.
Nem num dia de Sol, óbvio!
O solo fértil e iluminado
Dissolve a atmosfera gélida do ódio.
O mundo não é para Anjos
Se não todos teriam asas e absoluto platônico!
Mas o Nó quem desata é VOCÊ!!!
Casto no mundo de pétalas negras e ásperas
Como lobos enfurecidos educando
A fome de nexos numa lata de lixo.
Num cosmo tecido de escuridão
As estrelas não guiam cegos
Não desamarram almas infelizes
Não germina mais do que becos e buracos para agrafos.
Nem num dia de Sol, óbvio!
O solo fértil e iluminado
Dissolve a atmosfera gélida do ódio.
O mundo não é para Anjos
Se não todos teriam asas e absoluto platônico!
Mas o Nó quem desata é VOCÊ!!!
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17/01/2016 Wedson Barros da Costa
segunda-feira, agosto 10, 2015
Meus pés tocam a relva orvalhada
E congelam a Saudade
Numa insuportável letargia
Estanca meu pranto ao estancar meu coração
O Tempo do Paraíso e da Perfeição
Colorido e quente no axioma do amor
Como duas fontes de Luz
Que repousando na relva desejam o eterno.
Mas na face da realidade
O único brilho desse olhar
Revela o futuro e a esperança.
Quando proteger tornou-se tão cruel?
Que rasga minh'alma e deixa mudo
Inerte e ao bel-prazer da Solidão.
E congelam a Saudade
Numa insuportável letargia
Estanca meu pranto ao estancar meu coração
O Tempo do Paraíso e da Perfeição
Colorido e quente no axioma do amor
Como duas fontes de Luz
Que repousando na relva desejam o eterno.
Mas na face da realidade
O único brilho desse olhar
Revela o futuro e a esperança.
Quando proteger tornou-se tão cruel?
Que rasga minh'alma e deixa mudo
Inerte e ao bel-prazer da Solidão.
Luz no Fim do Tunel
Pisar as Nuvens
Sem o poder do sonhador
É pisar na calda do abismo
Fechar-se ao brilho do Sol
Secar todas os sorrisos
Adentrar no Mundo Inferior cabisbaixo.
Rende-me-ei ao convite dos teus olhos
Seus braços sempre prontos
sublevam minh'alma em teu Farol
Sublime recompensa aos perdidos
fonte inesgotável das Vontades, a Paixão!
Faz durar em mim o inexorável Amor.
Sem o poder do sonhador
É pisar na calda do abismo
Fechar-se ao brilho do Sol
Secar todas os sorrisos
Adentrar no Mundo Inferior cabisbaixo.
Rende-me-ei ao convite dos teus olhos
Seus braços sempre prontos
sublevam minh'alma em teu Farol
Sublime recompensa aos perdidos
fonte inesgotável das Vontades, a Paixão!
Faz durar em mim o inexorável Amor.
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Amores e Porradas
Vou triturar você no Moinho de Cartola
Ou no caleidoscópio paranoico
Deixando a dor expandir
Até dilacerar a vontade do mundo representado.
As lembranças, gestos e odores
Devorados pelo ostracismo
E tudo que poderia acontecer no alvorecer do Sol radiante
Diluído em lágrimas platônicas.
Chronos está sedento por almas pequenas e tristes
Como a Solidão da natureza morta
Que perfuma a memória.
Que teimosamente materializa sua presença
Na imanência enfática do impossível
E na resistência revolucionária dos seus lábios vermelhos.
Ou no caleidoscópio paranoico
Deixando a dor expandir
Até dilacerar a vontade do mundo representado.
As lembranças, gestos e odores
Devorados pelo ostracismo
E tudo que poderia acontecer no alvorecer do Sol radiante
Diluído em lágrimas platônicas.
Chronos está sedento por almas pequenas e tristes
Como a Solidão da natureza morta
Que perfuma a memória.
Que teimosamente materializa sua presença
Na imanência enfática do impossível
E na resistência revolucionária dos seus lábios vermelhos.
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15/01/2015. Wedson Barros da Costa
Primavera Noturna
I Infernal
O Capim de labareda floresce no cucuruco de Hades
O Ódio curva a alma do anátema
O Medo fecha todas as Janelas do Alvorecer
E o perfume de enxofre entorpece os gritos de agonia.
O Ódio curva a alma do anátema
O Medo fecha todas as Janelas do Alvorecer
E o perfume de enxofre entorpece os gritos de agonia.
Mito teogônico anunciado pelo Oráculo
Feito uma estatua, tem seus membros atenazados
Nas Lágrimas de chumbo quente e derretido dos Inocentes
E, pela irônia da sua natureza, retomar-se-a taumaturgamente.
Feito uma estatua, tem seus membros atenazados
Nas Lágrimas de chumbo quente e derretido dos Inocentes
E, pela irônia da sua natureza, retomar-se-a taumaturgamente.
A Esperança desnuda é uma vadia embriagada
Consumida na Pandora pelas Pestes
Do anoitecer ao amanhecer.
Consumida na Pandora pelas Pestes
Do anoitecer ao amanhecer.
Só a Luz da epifania geniosa
Sublevar-se-á as Rosas e o gira-sol
Do sarcasmo do Desdém a da Letargia.
Sublevar-se-á as Rosas e o gira-sol
Do sarcasmo do Desdém a da Letargia.
II (Insano)
Ontologia das Flores-do-Mal
O Profano bebe na fonte do Sagrado a astúcia dos Iluminados
E a Cocanha é a rota dos séquitos dionisíacos
No Vale fértil do Eterno.
O Profano bebe na fonte do Sagrado a astúcia dos Iluminados
E a Cocanha é a rota dos séquitos dionisíacos
No Vale fértil do Eterno.
A arqueologia da loucura revelar-me-á
O Sol quente dos prazeres e,
Os Vasos de vinhos infinitos e Diletantes
Onde sorvo o doce néctar da Luxuria...
O Sol quente dos prazeres e,
Os Vasos de vinhos infinitos e Diletantes
Onde sorvo o doce néctar da Luxuria...
Na silhueta das conchas, arquitetura do Belo
Vou morrer e renascer aos gritos da Ninfas
Fardo de todas as noites de luar.
Vou morrer e renascer aos gritos da Ninfas
Fardo de todas as noites de luar.
E na recusa da cosmologia dos Tolos
Vou tecer o Discurso dos Eloquentes
Num auditória de Surdo-Mudo.
Vou tecer o Discurso dos Eloquentes
Num auditória de Surdo-Mudo.
III (Eloquência)
A Calmaria da águas
Expurga o naufrago na realidade dos Nexos
Entre a Escuridão e o Delirante beijo de Aphrodite
O Plexos finca o tronco na Razão.
Expurga o naufrago na realidade dos Nexos
Entre a Escuridão e o Delirante beijo de Aphrodite
O Plexos finca o tronco na Razão.
O Silêncio consumiu minha Boca e meus Ouvidos
Cada passo é como Atlas
Cada signo uma sentença na Ordem do Discurso
Ainda assim, penso no veludo das Rosas e na Luz do gira-Sol.
Cada passo é como Atlas
Cada signo uma sentença na Ordem do Discurso
Ainda assim, penso no veludo das Rosas e na Luz do gira-Sol.
Quem dera a Quimera pudesse a Utopia
Uma Estrada no horizonte do Absoluto
O Vento transportar-me ia sublimemente.
Uma Estrada no horizonte do Absoluto
O Vento transportar-me ia sublimemente.
Amanhã é a promessa mais doce
em plena exposição na Vitrine do Presente
O elixir quiromante na dose da vontade Humana.
em plena exposição na Vitrine do Presente
O elixir quiromante na dose da vontade Humana.
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01/04/2013 Wedson Barros da Costa
quarta-feira, maio 01, 2013
Vertigem
Vertigem
O céu espelha
O mais profundo e
Escuro desejo
Flertando o desconhecido
Segredo dos seus olhos
como a imensidão do mar
Náuseas estampam
O rubor em minha face
Sublevando-me ao abstrato
Na qual só sua voz
Dar-me-á o solo fértil
dos seus sublimes beijos
E o chão do paraíso
Pondo meus pés no firmamento.
O céu espelha
O mais profundo e
Escuro desejo
Flertando o desconhecido
Segredo dos seus olhos
como a imensidão do mar
Náuseas estampam
O rubor em minha face
Sublevando-me ao abstrato
Na qual só sua voz
Dar-me-á o solo fértil
dos seus sublimes beijos
E o chão do paraíso
Pondo meus pés no firmamento.
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01/04/2013 Wedson Barros da Costa
quinta-feira, janeiro 12, 2012
As Ordenações Manuelinas
I
Vou singrar pelos verdes olhos do mar
Seguindo o aroma do porvir no desejo inefável
Que sopra a velas e enche o coração de coragem
Para missão de conquistar reino já sublime
E quando em terra firme chegar
Semear-lhe-ei árvores no quintal
De raizes profundas e tronco forte
Com semente do bem-querer!
Sorver o vinho tinto no ocaso bucólico
Das rubras paisagens lusitanas
E embriagar-me-ei em teu oasis...
E render-me-ei as ordenanças reais
Que impera na vastidão das vontades
O laço dos lábios que une o ibéro e o latino...
II
Da dita terra velha e paterna
Quero a fragância jovem e fresca
Que na concova inverte as estações
E os sentidos da razão e dos ventos marítimos
Quero colher os frutos da árvore
Caídos na neve do seu quintal
E vislumbrar o alvorecer do sol
Aquecer a Era Manuelina da sua varanda...
Me perder em teu colo quente
Na aposta do destino inexorável
Na qual a sorte reservar-me-á um ás de vantagem!
E, destarte, brindar-nos-emos aos nexos inexplicáveis
Na colisão dos sentimentos
Na rota do acaso o passaporte para o absoluto!
terça-feira, dezembro 27, 2011
Para os tolos
A dádiva
Para os alquimistas, ouro!
Para os mortais, vida eterna!
Para os amantes, alma gêmea!
Para Narciso, espelho d'água
Que reflete o céu nos olhos, desejo!
Para os tolos, a crença...
O labirinto mais escuro e complexo
Cuja saída não tem nexo discutível
Nem a luz da Razão, nem vaga-lume traça o caminho...
Essa é a oferta para os ágrafos e bárbaros
A Fé, cega! Sacrifício!
A Morte só separa o individual do coletivo
Na teleologia, quem conta a vida é o Trabalho!
Quantos gritos agonizam nos muros...
papeis, joelhos, promessas, velas...
Já naufragaram nesse mar sem fundo!
Para o Agora? Tempo!
Pois Zeus já saciou a fome titânica
E o fogo já caiu e inflamou a dúvida...
Já aqueceu a sopa Primordial,
Já derreteu o aço-ouro da guerra,
Já deu vida a História
E, por fim, Já quebrou o Espelho!
Para os alquimistas, ouro!
Para os mortais, vida eterna!
Para os amantes, alma gêmea!
Para Narciso, espelho d'água
Que reflete o céu nos olhos, desejo!
Para os tolos, a crença...
O labirinto mais escuro e complexo
Cuja saída não tem nexo discutível
Nem a luz da Razão, nem vaga-lume traça o caminho...
Essa é a oferta para os ágrafos e bárbaros
A Fé, cega! Sacrifício!
A Morte só separa o individual do coletivo
Na teleologia, quem conta a vida é o Trabalho!
Quantos gritos agonizam nos muros...
papeis, joelhos, promessas, velas...
Já naufragaram nesse mar sem fundo!
Para o Agora? Tempo!
Pois Zeus já saciou a fome titânica
E o fogo já caiu e inflamou a dúvida...
Já aqueceu a sopa Primordial,
Já derreteu o aço-ouro da guerra,
Já deu vida a História
E, por fim, Já quebrou o Espelho!
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Olho D'água
Eu quero o seu mais profundo brilho
Do olhar cristalizado nas gotas lacrimais
Que revelam o inefável gosto...
...Soluço e agonia, voz fraca e grito roco!
Que na queda do abismo é incolor e sem prisma
Pois não luz da razão para o efeito colorido
Que dá quando a gente se vê de frente...
Sem teto, chão ou parede!
Só o ar movimentando o corpo líquido
Até ser desfazer no infinito astral...
Como um espelho que aprisiona no vício do belo
O frágil Narciso na dádiva do espiral
Que gira e entorpece os sentidos chave
De uma nova substância que nos livre dessa órbita.
Então, estará contido no rubor das vibrantes provocações
Amoral e atemporal do sorriso como o prenúncio do sol
O calor das intenções do porvir!
Do olhar cristalizado nas gotas lacrimais
Que revelam o inefável gosto...
...Soluço e agonia, voz fraca e grito roco!
Que na queda do abismo é incolor e sem prisma
Pois não luz da razão para o efeito colorido
Que dá quando a gente se vê de frente...
Sem teto, chão ou parede!
Só o ar movimentando o corpo líquido
Até ser desfazer no infinito astral...
Como um espelho que aprisiona no vício do belo
O frágil Narciso na dádiva do espiral
Que gira e entorpece os sentidos chave
De uma nova substância que nos livre dessa órbita.
Então, estará contido no rubor das vibrantes provocações
Amoral e atemporal do sorriso como o prenúncio do sol
O calor das intenções do porvir!
quarta-feira, outubro 26, 2011
Sem!
I
O tato do olhar
Sente o arrepio do rubor
Face o amplexo ao fundamento vital
Sofrer por escolha, absurdo!
Que tese sofismável
Traduziu o sabor doce da paixão
Em grosso amargo
Da qual a vida tem destino inexorável...
A vontade despotencializada
Vilipendiando dois corações
Maduros e prontos para se transformarem
Na complexidade inteligível
Do amor, da essência instintiva...
Que nos conduz a singular rota do absoluto!
II
Esse valor sublime
Que transpassa os muros altos e densos
Da moral, e, que alimenta
Sonhos dentro de sonhos...
Sem perder o chão da realidade
Sem profanar o sagrado
Sem o equivoco do bel-prazer
Do egoismo.
Mais, caminhar entre o céu e a terra
Produzindo uma atmosfera
Cujo os elementos axiomáticos
Expliquem a origem
Dos encontros e desencontros
Da súbita paixão!
O tato do olhar
Sente o arrepio do rubor
Face o amplexo ao fundamento vital
Sofrer por escolha, absurdo!
Que tese sofismável
Traduziu o sabor doce da paixão
Em grosso amargo
Da qual a vida tem destino inexorável...
A vontade despotencializada
Vilipendiando dois corações
Maduros e prontos para se transformarem
Na complexidade inteligível
Do amor, da essência instintiva...
Que nos conduz a singular rota do absoluto!
II
Esse valor sublime
Que transpassa os muros altos e densos
Da moral, e, que alimenta
Sonhos dentro de sonhos...
Sem perder o chão da realidade
Sem profanar o sagrado
Sem o equivoco do bel-prazer
Do egoismo.
Mais, caminhar entre o céu e a terra
Produzindo uma atmosfera
Cujo os elementos axiomáticos
Expliquem a origem
Dos encontros e desencontros
Da súbita paixão!
quinta-feira, agosto 11, 2011
As Nuvens Não São De Chuva
O céu está cinza e vazio
De qualquer coisa que possa me interessar...
O chão está assentado na solidão
Mórbida, platéia sem esperança...
Quem revoluciona o brilho laminoso e sarcástico
Da desmaterialização do ser natural...
Nu da idiossincrasia metafísica
Ausência revelada
Sua face sem face não emite e nem capta
A etimológica do cosmo...
.
Pronto! Eclodiu a força real da noosfera
Estamos suspensos no ar...
O novo big bang virtual
É mais concreto que os voodus e inteligível
Que o céu espelhado no mar
quarta-feira, agosto 10, 2011
Cheia de graça e luz
Teus olhos como um amplexo
Cristalizando o rubro horizonte
E indagando a ataraxia dos ventos
Na provável arte de viver os nexos...
A magia sublime do sopro no barro
Fez-se a luz que anunciou a gênese
Que emana de teus verdes olhos
Os axiomas para abrir os mundos...
É na vontade como representação
Que sua imagem se distingue na multidão
Como uma rosa vermelha na aridez do sertão
Essa trilha de sentidos
Que ainda há muito por percorrer
Tens a “graça” e a “juventude” sempre para ofercer!
terça-feira, julho 12, 2011
O Tempo está na sala de jantar
O Tempo Janta silencioso
A natureza das coisas e o imaginário humano,
Numa paciência cósmica
Tritura a teleologia Kantiana como num sopro de segundo...
Na Razão Pura dos fatos, o Fato...
Esse é o axioma inefável
Que equaciona o silogismo do pensar e existir
Num plano místico que nos ataraxia na quimera dos magos.
E se me cubro com a noite eterna, suicídio...
Não conquisto a vitória na epifania da promessa
Só me entrego ao desagradável beijo da morte, escopo de toda Natureza.
E na tautologia do “pó ao pó” como cosmogonia
Quero a inversão e recuso os sofismas das teorias mágicas
Vou Ser o canibal do Tempo.
II
E nesse festim antropofágico
Sobre a jangada da medusa
Onde tudo e todos se confundem numa orgia
Não sei se devoro a perna do Tempo ou a minha própria...
E nesse vicio de perverter a Natureza, Política...
A frágil verdade é vilipendiada
Pelo despotismo teistas que se fixam
Em versos sublimes e prosas mágico-ideológicas.
Os filhos dessa bola de neve dialética
Estão entre a luz e as trevas
Na beira da caverna tomando overdoses de proposições.
Enquanto isso, na sala de espera,
O tempo ascende seu longo charuto
E se deleita com a ironia dos aforismos nischtianos.
A natureza das coisas e o imaginário humano,
Numa paciência cósmica
Tritura a teleologia Kantiana como num sopro de segundo...
Na Razão Pura dos fatos, o Fato...
Esse é o axioma inefável
Que equaciona o silogismo do pensar e existir
Num plano místico que nos ataraxia na quimera dos magos.
E se me cubro com a noite eterna, suicídio...
Não conquisto a vitória na epifania da promessa
Só me entrego ao desagradável beijo da morte, escopo de toda Natureza.
E na tautologia do “pó ao pó” como cosmogonia
Quero a inversão e recuso os sofismas das teorias mágicas
Vou Ser o canibal do Tempo.
II
E nesse festim antropofágico
Sobre a jangada da medusa
Onde tudo e todos se confundem numa orgia
Não sei se devoro a perna do Tempo ou a minha própria...
E nesse vicio de perverter a Natureza, Política...
A frágil verdade é vilipendiada
Pelo despotismo teistas que se fixam
Em versos sublimes e prosas mágico-ideológicas.
Os filhos dessa bola de neve dialética
Estão entre a luz e as trevas
Na beira da caverna tomando overdoses de proposições.
Enquanto isso, na sala de espera,
O tempo ascende seu longo charuto
E se deleita com a ironia dos aforismos nischtianos.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Cinzas
Caminhando pelo vapor taciturno da solidão
Recobro-me duma época anterior
Autóctone da geografia dos livres amores
E oportunidades que beiravam a loucura.
Ah! Consumir persuasivamente a atenção singular
De um cristal em pedra bruta, vontade
Que se movimenta tanto como a luz
Prisma confuso de segmentos sentimentais.
O agora é tudo que eu tinha...
E senta-se como poeira após vento...
Vento feito Saci-Perêrê ou de natureza estranha.
Quimera do arco-íris... Baú de ouro!
Ou os restos da caixa de Pandora, como
Respostas para os tolos diálogos da microfísica do amor.
Recobro-me duma época anterior
Autóctone da geografia dos livres amores
E oportunidades que beiravam a loucura.
Ah! Consumir persuasivamente a atenção singular
De um cristal em pedra bruta, vontade
Que se movimenta tanto como a luz
Prisma confuso de segmentos sentimentais.
O agora é tudo que eu tinha...
E senta-se como poeira após vento...
Vento feito Saci-Perêrê ou de natureza estranha.
Quimera do arco-íris... Baú de ouro!
Ou os restos da caixa de Pandora, como
Respostas para os tolos diálogos da microfísica do amor.
domingo, dezembro 26, 2010
Pedra-padrão
O vento traz os uivos
Que anunciam a fragrância obscura
O som rancoroso domina o ambiente
No salivar estúpido das memórias póstumas.
O beijo da morte
Não eterniza minha alma condenada
Só me arrasta acorrentado na traseira da desilusão
A estática infernal dos infelizes.
Onde os restos repousam
Que não possa nascer nem daninha
Nem um oásis de rosas vermelhas.
Que se coloque uma pedra-padrão
Para os novos sentidos que passarem
Não vejam mais do que uma pedra inútil.
Que anunciam a fragrância obscura
O som rancoroso domina o ambiente
No salivar estúpido das memórias póstumas.
O beijo da morte
Não eterniza minha alma condenada
Só me arrasta acorrentado na traseira da desilusão
A estática infernal dos infelizes.
Onde os restos repousam
Que não possa nascer nem daninha
Nem um oásis de rosas vermelhas.
Que se coloque uma pedra-padrão
Para os novos sentidos que passarem
Não vejam mais do que uma pedra inútil.
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Terra Sagrada
Ah! Terra sagrada
Entumecida pelo tempo dos homens
Que rasgan sua pele desnuda
Com o trabalho de escrupulos duvidosos.
Sangras no virtuoso mar
A fúria nauseante do braços incansáveis
apaixonados e igênuos
Dos que falecem nas pernas umidas dos caminhos estreitos.
Talves o gozo extorquido ou pago
Pelos mariscos, frutas e petiscos
Possam abrandar a noite eterna.
Ou, quem sabe
Ser devorada meticulosamente
Pelos lobos de uma nova era.
Entumecida pelo tempo dos homens
Que rasgan sua pele desnuda
Com o trabalho de escrupulos duvidosos.
Sangras no virtuoso mar
A fúria nauseante do braços incansáveis
apaixonados e igênuos
Dos que falecem nas pernas umidas dos caminhos estreitos.
Talves o gozo extorquido ou pago
Pelos mariscos, frutas e petiscos
Possam abrandar a noite eterna.
Ou, quem sabe
Ser devorada meticulosamente
Pelos lobos de uma nova era.
Renascido
Por Zeus! como uma epifania
Renascido entre o antrax e a neblina densa
Contorcendo-se na folha da relva
O forte amplexo da quimera germinante.
É no pensar de Disign Inteligente
Que encontro luz e solo fértil, onde
A causa, a forma, o barro, a liberdade...
Dão cor e voz, razão e fragância da vida.
É na loucura do acaso dionisíaco
Onde sorvo o vinho eo éter
E seco as lágrimas da incerteza.
E, por último, irresistível
É no beijo da beleza roubada
Que teço o rubor da minha face delirante.
Renascido entre o antrax e a neblina densa
Contorcendo-se na folha da relva
O forte amplexo da quimera germinante.
É no pensar de Disign Inteligente
Que encontro luz e solo fértil, onde
A causa, a forma, o barro, a liberdade...
Dão cor e voz, razão e fragância da vida.
É na loucura do acaso dionisíaco
Onde sorvo o vinho eo éter
E seco as lágrimas da incerteza.
E, por último, irresistível
É no beijo da beleza roubada
Que teço o rubor da minha face delirante.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Destino dos moribundos
I
Vamos celebrar
As noites que jamais terão o vapor do amanhecer
Com o elixir da seiva das Flores do Mal
Ou com as lágrimas derramadas para os que partiram sem retorno.
Aceitar o convite encantador de Hades
Para apreciar as raizes
Dos botões de rubi plantadas pelo Arquiteto
Sarcasmo criado para os desiludidos.
Enquanto a carne se miscigena
Ao enxofre e a terra
Com uma irresistibilidade inexorável.
Sem perder o ritimo
Vamos degustar o sobrenatural açúcar das memórias
Não vividas pelo Defunto Autor.
II
E é com imensa sorte
Que festejo o banquete carnívoro
Dos vermes que se regogizam
Com a putrefates dos sonhos...
... E desejos que ainda circulam
No labirinto venoso de um moribundo
Vítima do sublime acaso
Na mais remota solidão do amor.
Ter as entranhas devoradas como Prometeu
Desse castigo eterno tenho o pedão de Chronos
E dos deuses que me inventaram efêmero.
Condenado a me apaixonar inúmeras vezes
Como Sisifo a rolar uma pedra montanha acima
Dádiva da natureza humana.
Vamos celebrar
As noites que jamais terão o vapor do amanhecer
Com o elixir da seiva das Flores do Mal
Ou com as lágrimas derramadas para os que partiram sem retorno.
Aceitar o convite encantador de Hades
Para apreciar as raizes
Dos botões de rubi plantadas pelo Arquiteto
Sarcasmo criado para os desiludidos.
Enquanto a carne se miscigena
Ao enxofre e a terra
Com uma irresistibilidade inexorável.
Sem perder o ritimo
Vamos degustar o sobrenatural açúcar das memórias
Não vividas pelo Defunto Autor.
II
E é com imensa sorte
Que festejo o banquete carnívoro
Dos vermes que se regogizam
Com a putrefates dos sonhos...
... E desejos que ainda circulam
No labirinto venoso de um moribundo
Vítima do sublime acaso
Na mais remota solidão do amor.
Ter as entranhas devoradas como Prometeu
Desse castigo eterno tenho o pedão de Chronos
E dos deuses que me inventaram efêmero.
Condenado a me apaixonar inúmeras vezes
Como Sisifo a rolar uma pedra montanha acima
Dádiva da natureza humana.
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